domingo, 24 de maio de 2015

Entrevista com docente sobre inclusão em sala de aula


     
   Realizamos  uma entrevista sobre a inclusão na sala de aula  com  a psicopedagoga Adriana, que  atua há três anos na educação   e desenvolve um trabalho diferenciado com a sua aluna, que é  portadora de paralisia cerebral.

    


Para você, o que é a inclusão?

Inclusão é considerar a criança com deficiência de qualquer natureza motora, cognitiva, física como sujeito que aprende. A criança com deficiência tem seu jeito particular de se comunicar e aprender.  Cabe ao professor conhecer seu aluno para que crie estratégia pedagógica que possibilite a ele uma aprendizagem real. 
Incluir é favorecer não somente a socialização é pensar na formação da criança como todo, possibilitar desenvolvimento do seu potencial, inseri-lo no processo de ensino e aprendizagem. Permitir que a criança aprenda a aprender, a ser, conviver e a fazer.
   Você acredita no processo de inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais? O que você acha que pode melhorar, ou o que está faltando?

Eu acredito que é possível a inclusão destes alunos, no entanto ainda é uma utopia, em modo geral hoje o que ocorre é a inserção destas crianças em escola regular de ensino. Ainda na maioria das vezes infelizmente a inclusão se efetiva.
Falta um olhar que trate realmente as especificidades destas crianças. Falta formação profissional, recursos didáticos, adaptação do espaço física da escola, organização deste espaço considerando que é preciso um lugar que permita um trabalho individualizado com o aluno como a SRMF ( sala de recursos multifuncionais), parceria com outros profissionais para atendimento extra escolar. Não há um investimento financeiro das instâncias políticas suficientes para garantir um trabalho pedagógico que garanta a inclusão destas crianças.

      Qual o maior desafio para o professor no contexto da educação inclusiva hoje?

Desenvolver um trabalho pedagógico eficaz ao processo de ensino e aprendizagem destas crianças sem o apoio necessário. Ter uma sala com excesso de alunos, poucos recursos e tempo para se dedicar a ação docente voltada para estas crianças.


   Como é o seu trabalho com o aluno especial? Você faz algum tipo de adaptação, ou plano especial?

Tenho uma aluna com paralisia cerebral, com comprometimento cognitivo, motor, visão e fala.  Sim. Estou construindo junto com a família um portfólio para registro e avaliação do seu desenvolvimento de acordo com os objetivos propostos no planejamento, bem como das atividades realizadas. As atividades são adaptadas as sua especificidade, lúdicas. Uso jogos e brincadeiras como ferramenta pedagógica. Tem sido uma experiência prazerosa e eficaz.

  Como trabalhar o preconceito dentro da escola? Você tem alguma experiência ou sugestão?

Na verdade o preconceito “é coisa de gente grande”. A criança pequena é muito generosa, aceita com tranqüilidade e muita naturalidade as diferenças. Os adultos têm muito que aprender com as crianças. A criança pequena  dá uma aula de humanismo e solidariedade. 

Meu Amigo é Especial ( Relatos de alunos sobre a convivência em sala de aula com sua amiga Especial)





Estes desenhos são de crianças de seis anos , sobre uma colega de sala com paralisia cerebral. Esta criança aos olhos de um adulto não fala, não anda, talvez nem tenha emoções, mas o relato destas crianças sobre a amiga especial é emocionante.


 Este desenho foi feito pelo o  Nícolas, que  desenhou a amiga indo para escola. Segundo ele , a amiga de sala anda e está feliz pois ela gosta muito de ir para escola, ela só usa esta cadeira, que ele desenhou ao lado dela, porque ela quebrou a perna.



No segundo desenho Laura desenhou a amiga feliz e sem a cadeira porque segundo ela, a amiga já aprendeu andar, sendo assim ela não quis desenhar a cadeira. Falou também que gosta muito de brincar com ela para que ela não chore e que brinca com ela e com os outros também sem fazer nenhuma diferença da amiga especial.


No terceiro  desenho, Lara desenhou a amiga durante o recreio vendo televisão. Quando terminou o desenho e foi questionada onde estava a cadeira de rodas de sua amiga, Lara, pegou a folha e desenhou a cadeira  ao lado da sua amiga, porém fez questão de dizer que a menina não usa a cadeira. Lara também disse que   gosta de brincar com a amiga de tapar os olhos e descobri-los e falar achou pois assim a amiga ri muito.

Nestes relatos de crianças de seis anos, podemos perceber, que para elas não importa a diferença,  o que interessa é que todos são crianças.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Fotografia Leva Jovens Com Deficiência A Cenários De Sonho




Um projeto para uma APEA mineira realizou os sonhos de jovens com deficiências. Jogar futebol, fazer ginástica, tudo foi possível pela lente do fotógrafo João Fábio Matheasi.

"Se nós podemos sonhar juntos, pra quê sonhar sozinho?" É assim que se apresenta o projeto do fotógrafo João Fábio Matheasi em conjunto com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Andradas (MG), "Realizando Sonhos" de crianças  excepcionais.

Confira as fotografias e se encante com o trabalho realizado.















sábado, 16 de maio de 2015

Em cinco anos dobrou o número de alunos com deficiência matriculados nas escolas regulares do país. A inclusão deve continuar a crescer e as redes precisam estar prontas para receber bem esses estudantes com ações que vão da melhoria dos espaços físicos à mobilização da comunidade escolar

Svendla Chaves

terça-feira, 12 de maio de 2015

Cordas ( curtametragem)

Vocês estão prontos para se emocionar?  então se prepare! Cordas ( Cuerdas) é um curta metragem de animação da Espanha que foi escrito e dirigido por Pedro Solis Garcia em 2013. O curta recebeu o Prêmio Goya de melhor curta-metragem de animação em 2014.
Nesse singelo curta metragem fica claro, através do olhar de uma criança, que todos somos iguais e que, quando se tem um amigo de verdade, vencer dificuldades é apenas uma questão de criatividade.
Agora, assista ao vídeo, emocione-se e pense nisso!










O que é Inclusão Escolar?


Inclusão escolar é acolher todas as pessoas, sem exceção, no sistema de ensino, independentemente de cor, classe social e condições físicas e psicológicas. O termo é associado mais comumente à inclusão educacional de pessoas com deficiência física e mental.
Recusar-se a ensinar crianças e jovens com necessidades educacionais especiais (NEE) é crime: todas as instituições devem oferecer atendimento especializado, chamado de Educação Especial. No entanto, o termo não deve ser confundido com escolarização especial, que atende os portadores de deficiência em uma sala de aula ou escola separada, apenas formadas de crianças com NEE. Isso também é ilegal.
O artigo 208 da Constituição brasileira especifica que é dever do Estado garantir "atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino", condição que também consta no artigo 54 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
A legislação também obriga as escolas a terem professores de ensino regular preparados para ajudar alunos com necessidades especiais a se integrarem nas classes comuns. Ou seja, uma criança portadora de deficiência não deve ter de procurar uma escola especializada. Ela tem direito a cursar instituições comuns, e é dever dos professores elaborar e aplicar atividades que levem em conta as necessidades específicas dela.
No caso da alfabetização para cegos, por exemplo, o aluno tem direito a usar materiais adaptados ao letramento especial, como livros didáticos transcritos em braille para escrever durante as aulas. De acordo com o decreto 6.571, de 17 de setembro de 2008, o Estado deve oferecer apoio técnico e financeiro para que o atendimento especializado esteja presente em toda a rede pública de ensino. Mas o gestor da escola e as Secretarias de Educação e administração é que precisam requerer os recursos para isso.
Às vezes o atendimento escolar especial (AEE) deve ser feito com um profissional auxiliar, em caso de paralisia cerebral, por exemplo. Esse profissional auxilia na execução das atividades, na alimentação e na higiene pessoal. O professor e o responsável pelo AEE devem coordenar o trabalho e planejar as atividades. O auxiliar não foge do tema da aula, que é comum a todos os alunos, mas o adapta da melhor forma possível para que o aluno consiga acompanhar o resto da classe.
Mas a preparação da escola não deve ser apenas dentro da sala de aula: alunos com deficiência física necessitam de espaços modificados, como rampas, elevadores (se necessário), corrimões e banheiros adaptados. Engrossadores de lápis, apoio para braços, tesouras especiais e quadros magnéticos são algumas tecnologias assistivas que podem ajudar o desempenho das crianças e jovens com dificuldades motoras.